
"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." P.Freire
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
FELIZ ANO NOVO!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O QUE O VENTO NÃO LEVOU

NOVA VISITA A SÃO PAULO


No último dia 13 de novembro alunos das 4ªs séries A-B puderam voltar a Pinacoteca do Estado para apreciar o maravilhoso lugar e suas obras fantásticas.
Puderam ainda fazer uma visita ao Museu Paulista,mais conhecido como Museu do Ipiranga e conhecer umn pouco mais da rica história do estado de São Paulo e,também do nosso país.
Quero crer que estas visitas servem para despertar no aluno o gosto pela aprendizagem pois, nada melhor do que aprender podendo ver e sentir de perto tudo o que nos é ensinado nos livros de História e de Artes.
Pela carinha da turma parece que gostaram muito! Bem, eua dorei!!!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Você sabe como surgiu o Dia do Professor?
O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D'Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, 'todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras'. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como 'Caetaninho'. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: 'Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias'.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
DIA DO PROFESSOR?
Bem, meus caros leitores, a realidade me faz ver que não há muito o que se comemorar esta data pois, o Professor há tempos é uma figura esquecida nesta sociedade em que vivemos. Já vai longe o tempo em que o Professor era uma figura valorizada e respeitada, se não por todos, mas pelo menos pela maioria. Hoje em dia, o quadro é diferente. Temos que ler e ouvir na mídia que somos os maiores responsáveis pelo fracasso na educação brasileira. Puxa vida! O que não dirão depois afinal, tudo é responsabilidade do Professor.
Realmente a educação do nosso Brasil não é nenhum modelo de sucesso, basta olharmos a de outros países,como a Finlândia, por exemplo. Entretanto, o que poucos conseguem ver é que temos de fato, um modelo que serve aos interesses da classe dominante deste país. Há tempos venho dizendo isso e vou continuar a repetí-lo até que veja "luz no fim do túnel". É fácil responsabilizar-nos pelos fracassos quando não temos, por vezes, o mínimo necessário para exercermos nosso ofício. É fácil dizer que somos mal preparados quando não temos o direito de nos afastarmos da sala de aula para nos atualizarmos fazendo cursos ou, pior, não temos recursos para fazê-lo. E a "malhação" segue ! Tornou-se corriqueiro falar mal do professor.
Ando farta dos que nos difamam, dos que colocam em cheque nossa credibilidade, dos governantes mal intencionados, dos que duvidam do nosso comprometimento com a profissão que escolhemos abraçar, pois ao contrário do que muitos pensam, a EDUCAÇÃO é uma escolha, assim como, muitos optam por outras carreiras.
Infelizmente não há o que comemorar nesta data. Entretanto,nutro a esperança de que talvez, algum dia, eu veja nossa profissão valorizada e a nossa figura reverenciada, assim como o é no Japão! Vocês sabiam disso?
E para terminar quero dizer que acredito na Educação como agente transformador da sociedade.Peço a Deus que derrame sua graça sobre todos nós, PROFESSORES deste país.E, para você, meu colega PROFESSOR ,todo meu carinho e respeito hoje e sempre!
Professora Cláudia.
sábado, 11 de outubro de 2008
DEUS ABENÇOE AS CRIANÇAS!

O QUE VEM AGORA?
Nós, cidadãos conscientes, devemos prestar atenção às atitudes dos nossos representantes para que saibam que estamos observando o que fazem demonstrando-lhes assim, apoio ou repúdio. Não podemos delegar-lhes o poder de achar que façam o que fizerem, estaremos calados ou conformados.
Embora alguns desconheçam esta verdade, somos seres políticos por natureza, fazemos política diariamente: em casa, no trabalho, nas relações sociais, etc. Portanto, acompanhar as atitudes dos representantes é mais uma maneira de também fazermos política e demonstramos cidadania!
Pensem nisso!
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
NÃO JOGUE FORA SEU VOTO!
NO PRÓXIMO 5 DE OUTUBRO ESTAREMOS INDO ÀS URNAS ESCOLHER NOVOS REPRESENTANTES PARA OS PODERES LEGISLATIVO E EXECUTIVO DOS NOSSOS MUNÍCIPIOS. ASSIM, PEÇO-VOS UM MOMENTO DE VOSSA PRECIOSA ATENÇÃO PARA UMA BREVE REFLEXÃO.
COM CERTEZA ,VOCÊS JÁ TÊM EM MENTE OS NOMES DOS REPRESENTANTES EM QUEM IRÃO VOTAR NESTA ELEIÇÃO. MAS SERÁ QUE DE FATO, VOCÊS CONHECEM AS PROPOSTAS DESTES CANDIDATOS? E ENTRE AS PROPOSTAS APRESENTADAS, QUAIS SÃO PARA MELHORAR O SISTEMA DE ENSINO DAS NOSSAS CIDADES? QUE CONHECIMENTOS ELES TÊM DA REALIDADE DO SISTEMA EDUCACIONAL QUE TEMOS? SERÁ QUE SÃO PESSOAS DISPOSTAS A ENFRENTAR A DURA REALIDADE DE UM SISTEMA DE ENSINO ARCAICO E FALIDO, QUE VISA SOMENTE PERPETUAR A IGNORÂNCIA DO POVO PARA QUE POSSAM CONTINUAR NO PODER "TRABALHANDO" SOMENTE EM BENEFÍCIO PRÓPRIOS?
MEUS AMIGOS,NÃO SOU CANDIDATA A CARGO ALGUM MAS, TENHO A VIVÊNCIA DE MAIS DE DUAS DÉCADAS NA EDUCAÇÃO E POSSO DIZER-LHES QUE A SITUAÇÃO É DESOLADORA E GRAVE.
NOS ÚLTIMOS ANOS MUITO POUCO FOI FEITO PARA REVERTER ESTE QUADRO DE DESCASO E DESCOMPROMISSO COM A EDUCAÇÃO. POUCO SE INVESTE NA EDUCAÇÃO!!VOCÊS CONHECEM A REALIDADE DE NOSSAS ESCOLAS? DO NOSSO SISTEMA DE ENSINO? DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO A QUAL SOMOS SUBMETIDOS? PENSO QUE POUCOS CONHECEM ESTA REALIDADE...
NÃO CONSEGUIMOS IMAGINAR A DIMENSÃO DO ESTRAGO A QUAL GERAÇÕES DE CRIANÇAS E JOVENS ESTÃO EXPOSTAS NESTE PAÍS, ONDE, TORNO A DIZER,TENTA-SE A TODO CUSTO PERPETUAR A IGNORÂNCIA DE TODOS COM A CLARA INTENÇÃO DE ENGANAR E MANIPULAR AS MASSAS!
POUCOS AFORTUNADOS NESTE PAÍS TÊM ACESSO A UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE. ENTRETANTO, A MAIORIA DE NOSSA POPULAÇÃO RECEBE UMA EDUCAÇÃO MEDÍOCRE E ULTRAPASSADA , ONDE O GIZ, APAGADOR E CADERNOS SÃO INSTRUMENTOS DE APRENDIZAGEM.
ONDE O DINHEIRO QUE DEVERIA SER INVESTIDO NA MELHORIA DAS ESCOLAS E DA QUALIFICAÇÃO DOS PROFESSORES? ATÉ HOJE EU NÃO SEI, PORQUE NÃO VEJO INVESTIMENTO ALGUM QUE DEMONSTRE VONTADE DE MUDAR ESTE QUADRO.
PORÉM, GOSTARIA DE VER ESTA SITUAÇÃO TRÁGICA MUDAR. TENHO ESPERANÇAS!
A ESPERANÇA É O VOTO. MAS NÃO O VOTO DADO A QUALQUER UM SÓ PORQUE É BONITINHO, BONZINHO, ENGRAÇADINHO E OUTROS "INHOS".
POR FAVOR FAÇAM ALGO DE BOM PELAS NOSSAS CRIANÇAS, PELOS NOSSOS JOVENS, POR ESTE PAÍS DE GENTE TÃO SOFRIDA E ENGANADA . VOTE COM CONSCIÊNCIA!!!!!
E DEPOIS QUE OS REPRESENTANTES FOREM ELEITOS, VAMOS JUNTOS FISCALIZÁ-LOS, COBRAR O QUE DEVE SER FEITO POIS, TAMBÉM NOS CABE ISSO.
AGRADEÇO VOSSA ATENÇÃO E ESPERO SINCERAMENTE QUE JUNTOS, POSSAMOS AJUDAR A REVERTER A SITUAÇÃO VERGONHA A QUAL A EDUCAÇÃO ESTÁ MERGULHADA.
ABRAÇOS!!!
domingo, 21 de setembro de 2008
Aprendendo muito mais!
O apresentador Tony Bellotto nos dá a dica de um site bacana onde podemos ler e aprender mais sobre esta arte da linguagem, também conhecido haiku.
Espero que vocês gostem. Fica aí essa valiosa dica:
http://www.kakinet.com/
Acessem ! Vale a pena!!
Beijinhos!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
SOL DE PRIMAVERA

"Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez
Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender
Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender"
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
PÁREO DURO !
Quero destacar a participação dos queridos Leonardo, Laís, Milla, Bárbara, Éllen, Tatielle, Nandi, Thaiane. E tem mais gente "chegando na área"!
Assim que for possível, gravarei um vídeo com essa turma declamando cordéis do magistral Patativa do Assaré.
Aguardem!!! Beijos!!!
VACA ESTRELA E BOI FUBÁ....ÔOOO
Os cordéis,tão conhecidos na região Nordeste do nosso país, estão sendo descobertos pelos nossos alunos. Ainda hoje, muitos se aventuraram na leitura do texto abaixo,tentando,inclusive imitar o sotaque dos contadores da referida região.
Toda vez que os ouço, fico bastante animada com tamanha disposição de participar das aulas. Parabéns queridos alunos!! Adoro vê-los entusiasmados em nossas aulas! Beijos!!!
Vaca Estrela e Boi Fubá
Patativa do Assaré
Seu dotô me dê licença,
pra minha história contá.
Hoje eu tô na terra estranha,
é bem triste o meu pená.
Mas já fui muito feliz,
vivendo no meu lugá.
Eu tinha cavalo bom,
e gostava de campeá.
E todo dia aboiava,
na porteira do currá.
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
Eu sou fio do Nordeste ,
não nego meu naturá.
Mas uma seca medonha,
me tangeu de lá pra cá.
Lá eu tinha o meu gadinho,
num é bom nem imaginá.
Minha linda Vaca Estrela,
e o meu belo Boi Fubá.
Quando era de tardizinha,
eu começava a aboiá.
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
Aquela seca medonha,
fez tudo se atrapalhá.
Não nasceu capim no campo,
para o gado sustentá.
O sertão esturricou,
fez os açude secá.
Morreu minha Vaca Estrela,
já acabou meu Boi Fubá.
Perdi tudo quanto tinha,
nunca mais pude aboiá.
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
Hoje nas terra do su,
longe do torrão natá.
Quando eu vejo em minha frente,
uma boiada passá.
As água corre dos óio,
começo logo a chorá.
Lembro a minha Vaca Estrela,
e o meu lindo Boi Fubá.
Com sodade do Nordeste,
dá vontade de aboiá.
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
sábado, 16 de agosto de 2008
UMA VITÓRIA INSPIRADORA!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008
CORDEL
Vocês conhecem e apreciam cordel? Pois é, nossa turma anda lendo e já têm alunos declamando cordel do maravilhoso Patativa do Assaré, que com uma linguagem própria expressa com incrível talento o que vê à sua volta.
Nós adoramos, tomara vocês apreciem também! Boas leituras!!!!
O Sabiá e o Gavião
Eu nunca falei à toa.
Sou um cabôco rocêro,
Que sempre das coisa boa
Eu tive um certo tempero.
Não falo mal de ninguém,
Mas vejo que o mundo tem
Gente que não sabe amá,
Não sabe fazê carinho,
Não qué bem a passarinho,
Não gosta dos animá.
Já eu sou bem deferente.
A coisa mió que eu acho
É num dia munto quente
Eu i me sentá debaxo
De um copado juazêro,
Prá escutá prazentêro
Os passarinho cantá,
Pois aquela poesia
Tem a mesma melodia
Dos anjo celestiá.
Não há frauta nem piston
Das banda rica e granfina
Pra sê sonoroso e bom
Como o galo de campina,
Quando começa a cantá
Com sua voz naturá,
Onde a inocença se incerra,
Cantando na mesma hora
Que aparece a linda orora
Bejando o rosto da terra.
O sofreu e a patativa
Com o canaro e o campina
Tem canto que me cativa,
Tem musga que me domina,
E inda mais o sabiá,
Que tem premêro lugá,
É o chefe dos serestêro,
Passo nenhum lhe condena,
Ele é dos musgo da pena
O maiô do mundo intêro.
Eu escuto aquilo tudo,
Com grande amô, com carinho,
Mas, às vez, fico sisudo,
Pruquê cronta os passarinho
Tern o gavião maldito,
Que, além de munto esquisito,
Como iguá eu nunca vi,
Esse monstro miserave
É o assarsino das ave
Que canta pra gente uví.
Muntas vez, jogando o bote,
Mais pió de que a serpente,
Leva dos ninho os fiote
Tão lindo e tão inocente.
Eu comparo o gavião
Com esses farão cristão
Do instinto crué e feio,
Que sem ligá gente pobre
Quê fazê papé de nobre
Chupando o suó alêio.
As Escritura não diz,
Mas diz o coração meu: Deus,
o maió dos juiz,
No dia que resorveu
A fazê o sabia
Do mió materiá
Que havia inriba do chão,
O Diabo, munto inxerido,
Lá num cantinho, escondido,
Também fez o gavião.
De todos que se conhece
Aquele é o passo mais ruim
É tanto que, se eu pudesse,
Já tinha lhe dado fim.
Aquele bicho devia
Vivê preso, noite e dia,
No mais escuro xadrez.
Já que tô de mão na massa,
Vou contá a grande arruaça
Que um gavião já me fez.
Quando eu era pequenino,
Saí um dia a vagá
Pelos mato sem destino,
Cheio de vida a iscutá
A mais subrime beleza
Das musga da natureza
E bem no pé de um serrote
Achei num pé de juá
Um ninho de sabiá
Com dois mimoso fiote.
Eu senti grande alegria,
Vendo os fíote bonito.
Pra mim eles parecia
Dois anjinho do Infinito.
Eu falo sero, não minto.
Achando que aqueles pinto
Era santo, era divino,
Fiz do juazêro igreja
E bejei, como quem bêja
Dois Santo Antõi pequenino.
Eu fiquei tão prazentêro
Que me esqueci de armoçá,
Passei quage o dia intêro
Naquele pé de juá.
Pois quem ama os passarinho,
No dia que incronta um ninho,
Somente nele magina.
Tão grande a demora foi,
Que mamãe (Deus lhe perdoi)
Foi comigo à disciprina.
Meia légua, mais ou meno,
Se medisse, eu sei que dava,
Dali, daquele terreno
Pra paioça onde eu morava.
Porém, eu não tinha medo,
Ia lá sempre em segredo,
Sempre. iscondido, sozinho,
Temendo que argúm minino,
Desses perverso e malino
Mexesse nos passarinho.
Eu mesmo não sei dizê
O quanto eu tava contente
Não me cansava de vê
Aqueles dois inocente.
Quanto mais dia passava,
Mais bonito eles ficava,
Mais maió e mais sabido,
Pois não tava mais pelado,
Os seus corpinho rosado
Já tava tudo vestido.
Mas, tudo na vida passa.
Amanheceu certo dia
O mundo todo sem graça,
Sem graça e sem poesia.
Quarqué pessoa que visse
E um momento refritisse
Nessa sombra de tristeza,
Dava pra ficá pensando
Que arguém tava malinando
Nas coisa da Natureza.
Na copa dos arvoredo,
Passarinho não cantava.
Naquele dia, bem cedo,
Somente a coã mandava
Sua cantiga medonha.
A menhã tava tristonha
Como casa de viúva,
Sem prazê, sem alegria
E de quando em vez, caía
Um sereninho de chuva.
Eu oiava pensativo
Para o lado do Nascente
E não sei por quá motivo
O só nasceu diferente,
Parece que arrependido,
Detrás das nuve, escondido.
E como o cabra zanôio,
Botava bem treiçoêro,
Por detrás dos nevoêro,
Só um pedaço do ôio.
Uns nevoêro cinzento
Ia no espaço correndo.
Tudo naquele momento
Eu oiava e tava vendo,
Sem alegria e sem jeito,
Mas, porém, eu sastifeito,
Sem com nada me importá,
Saí correndo, aos pinote,
E fui repará os fiote
No ninho do sabiá.
Cheguei com munto carinho,
Mas, meu Deus!
que grande agôro!
Os dois véio passarinho
Cantava num som de choro.
Uvindo aquele grogeio,
Logo no meu corpo veio
Certo chamego de frio
E subindo bem ligêro
Pr’as gaia do juazêro,
Achei o ninho vazio.
Quage que eu dava um desmaio,
Naquele pé de juá
E lá da ponta de um gaio,
Os dois véio sabiá
Mostrava no triste canto
Uma mistura de pranto,
Num tom penoso e funéro,
Parecendo mãe e pai,
Na hora que o fio vai
Se interrá no cimitéro.
Assistindo àquela cena,
Eu juro pelo Evangéio
Como solucei com pena
Dos dois passarinho véio
E ajudando aquelas ave,
Nesse ato desagradave,
Chorei fora do comum:
Tão grande desgosto tive,
Que o meu coração sensive
Omentou seus baticum.
Os dois passarinho amado
Tivero sorte infeliz,
Pois o gavião marvado
Chegou lá, fez o que quis.
Os dois fiote tragou,
O ninho desmantelou
E lá pras banda do céu,
Depois de devorá tudo,
Sortava o seu grito agudo
Aquele assassino incréu.
E eu com o maiô respeito
E com a suspiração perra,
As mão posta sobre o peito
E os dois juêio na terra,
Com uma dó que consome,
Pedi logo em santo nome
Do nosso Deus Verdadêro,
Que tudo ajuda e castiga:
Espingarda te preciga,
Gavião arruacêro!
Sei que o povo da cidade
Uma idéia inda não fez
Do amô e da caridade
De um coração camponês.
Eu sinto um desgosto imenso
Todo momento que penso
No que fez o gavião.
E em tudo o que mais me espanta
É que era Semana Santa!
Sexta-fêra da Paixão!
Com triste rescordação
Fico pra morrê de pena,
Pensando na ingratidão
Naquela menhã serena
Daquele dia azalado,
Quando eu saí animado
E andei bem meia légua
Pra bejá meus passarinho
E incrontei vazio o ninho!
Gavião fí duma égua!
segunda-feira, 28 de julho de 2008
BOM RETORNO!
Tenho certeza de que iremos realizar boas coisas! É só acreditar e se entregar!! Você acredita?
Deus abençoe a todos nós!
Um super beijo em cada um, sempre!!!
Profª Cláudia.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Origem dos Jogos Olimpícos
Então vamos ler um pouco dessa história?
Boas leituras!! Beijinhos a todos!
Foram os gregos que criaram os Jogos Olímpicos. Por volta de 2500 AC, os gregos faziam homenagens aos deuses, principalmente Zeus. Atletas das cidades-estados gregas se reunião na cidade de Olímpia para disputarem diversas competições esportivas: atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo ( luta, corrida, salto em distância, arremesso de dardo e de disco). Os vencedores eram recebidos como heróis em suas cidades e ganhavam uma coroa de louros.Além da religiosidade, os gregos buscavam através dos jogos olímpicos a paz e a harmonia entre as cidades que compunham a civilização grega. Mostra também a importância que os gregos davam aos esportes e a manutenção de um corpo saudável.No ano de 392 AC, os Jogos Olímpicos e quaisquer manifestações religiosas do politeísmo grego foram proibidos pelo imperador romano Teodósio I, após converter-se para o cristianismo.Jogos Olímpicos da Era Moderna
No ano 1896, os Jogos Olímpicos são retomados em Atenas, por iniciativa do francês Pierre de Fredy , conhecido com o barão de Coubertin. Nesta primeira Olimpíada da Era Moderna, participam 285 atletas de 13 países, disputando provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis. Os vencedores das provas foram premiados com medalhas de ouro e um ramo de oliveira.
http://www.suapesquisa.com/olimpiadas/
quarta-feira, 9 de julho de 2008
TEMPO DE DESCANSAR!

Enfim, encerra-se o 1º semestre. Parece que o tempo "voou", não é?
Eu não sei se ele voou ou, se nós trabalhamos tanto, que quando vimos, julho já estava aqui conosco.
Já estou com saudades! Mas entendo perfeitamente que precisamos dar um tempo, precisamos do recesso para nos recompormos, afinal estudar dá trabalho, não é?
Quero dizer a vocês queridos alunos que foi um grande prazer a nossa convivência neste semestre e, desejar a todos que durmam, brinquem, passeiem, divirtam-se bastante e, que voltem com a energia renovada para continuarmos nossos projetos. Espero que possamos fazer muitas coisas novas, sempre com muita disposição e alegria!
Que o querido Papai do Céu abençoe cada um de vocês todos os dias.
Um super beijo em cada um com muito carinho(sempre) pois, vocês são meus tesouros!
Profª Cláudia.
domingo, 6 de julho de 2008
Vamos escrever HAIKAIS?

Um pouquinho do que foi escrito. Em breve, postarei outros. Quero parabenizar a todos que com interesse e disposição, têm participado das aulas! Valeu galerinha, você são demais!
Sol de verão
lindo jardim.
Em meu coração.
(Marcos)
Inverno. Vento gelado,
a brisa lá fora.
Sinto frio.
( Alexia)
Minha pequena cidade.
Com tantas coisas
sempre em meu coração.
( Raphael Serra)
Entre nuvens
o sol se esconde.
Num dia cansado de verão.
(Bárbara)
Gotas de chuva
no vidro do carro.
Grudam e se espalham.
(Bárbara)
Passarinho machucado
tentando levantar.
Pobrezinho. Morrerá.
(Nayara)
Primavera. Flores
Crescem bonitas
no vaso de Vera.
(João Victor)
Linda menina,
vem brincar e dançar.
Ela é bailarina.
(Jéssica Carióca)
Meu doce amigo.
Quero estar
sempre contigo.
(Larissa)
A lua me disse
que quer casar.
Com o raio de sol.
(Kauê)
Lindo dia.
Crianças brincam na rua
jogando futebol.
(Ellen Érica)
Eu vejo nas horas
o que não se vê.
Me perco pensando em você.
(Nandielly)
Um povo navegando
no Kasato Maru.
Em busca de dias melhores.
(Isamara)
sábado, 5 de julho de 2008
REFLETINDO
Entendo que vivemos na "era da velocidade", tudo tem que ser muito rápido. Imagens geradas de forma dinâmica,velozes, para que não se perca o interesse e atenção. É a sociedade do consumo rápido e fácil, aliás, quanto mais fácil melhor, pois acredita-se por aí que, "pensar dá trabalho".
Há ainda os que acreditam que ler é chato. Concordo que podemos não gostar de determinados livros mas, acreditar que não gostaremos de nenhum livro, é puro engano. É uma crença errônea e preconceituosa.
A leitura enriquece nossa imaginação, amplia nosso vocabulário, a forma de nos expressar e entender o mundo. Sem contar que podemos viajar sem sair do lugar,somente lendo um livro fascinante!
Meu sonho é que todas as crianças, jovens e adultos descubram o prazer e os benefícios que a leitura pode trazer e, que o Brasil entenda que precisamos também de bons livros para formar cidadãos críticos para que ajudem a construir um país melhor. Inclusive mais justo!
Para finalizar deixo-lhes uma frase de Bill Gates(fundador da Microsoft) para reflexão:
"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros! Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história!"
Abraços a todos!

quarta-feira, 2 de julho de 2008
1ª MOSTRA DE INFORMÁTICA EDUCACIONAL

Olá galerinha! Ontem,1º de julho,foi realizada a Primeira Mostra de Informática das escolas de nossa rede.
Nossa querida escola participou deste importante evento com trabalhos realizados por todos os alunos, de todas as séries.
Os alunos das 4ª séries A-B,representados pelo Marcos, Leonardo,Nandielly, Bárbara, Milla e Gabriela, apresentaram o nosso Projeto de Poesias.
Ao longo deste semestre usamos o laboratório para pesquisas de poetas e poesias diversos, com o objetivo de( entre outros) despertar o gosto pela poesia.
A animação do grupo era visível, não só pela participação mas, pela oportunidade de estarem declamando poemas. A paixão era visível!!
Finalizo agradecendo a oportunidade que nos foi dada pelo Planeta Educação e pela SEDUC e,ainda à monitora eficiente do prof. Maciel e de todos os meus alunos, que com disposição e paixão, ajudaram a realizar este projeto!
Se Deus quiser, tem mais!
Abraços carinhosos em todos!!
terça-feira, 1 de julho de 2008
NOVAS POSTAGENS
Abraços em todos!
sábado, 28 de junho de 2008
MAIS HAIKAIS....
Solidão no ninho
O pássaro se assustando
eco do trovão.
O sol poente
despede-se lentamente
do ipê no campo
.
Toque colorido
na ponta do capim
pousa a borboleta!
Devagar devagar,
a folha sem escolha,
vaga pelo ar.
Rio seco
Silêncio sob a ponte
apenas o vento.
Barco de papel
naufraga na torrente
chuva de verão.
Folhas soltas
só uma contra o vento?
Borboleta amarela!
Lua enevoada
o cão e sua solidão
caminham na estrada.
Asa quebrada
da triste gaivota
sonho de voar
terça-feira, 24 de junho de 2008
HAIKAIS

Boas leituras!
"O PENSAMENTO"
O ar. A folha. A fuga.
No lago, um círculo vago.
No rosto, uma ruga.
"HORA DE TER SAUDADE"
Houve aquele tempo...
(E agora, que a chuva chora,
ouve aquele tempo!)
"INFÂNCIA"
Um gosto de amora
comida com sol. A vida
chamava-se "Agora".
"CIGARRA"
Diamante. Vidraça.
Arisca, áspera asa risca
o ar.E brilha. E passa.
"CONSOLO"
A noite chorou
a bolha em que, sobre a folha,
o sol despertou.
HAIKAI E GUILHERME DE ALMEIDA

O HAICAI DE GUILHERME DE ALMEIDA
Guilherme de Almeida começou a escrever haicais em 1936, ano de seu encontro com o cônsul japonês no Brasil, Kozo Ichige. Em 1937, publicou o artigo Os Meus Haicais, em que sistematizava as suas idéias sobre o que seria o haicai em português: um terceto com 5-7-5 sílabas, dotado de título, sendo que o primeiro verso rima com o terceiro, além de contar com uma rima interna no segundo verso, entre a segunda e a sétima sílabas. Seus haicais foram publicados no livro "Poesia Vária", de 1947. Dada a sua influência sobre outros poetas, pode-se falar de uma escola "guilhermina" dentro do movimento haicaísta brasileiro. Guilherme de Almeida foi um dos fundadores e primeiro presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão.
http://www.kakinet.com/caqui/ga.htm
segunda-feira, 23 de junho de 2008
HAIKAI - POESIA INSTANTÂNEA
O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.
Haikai no Brasil
O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, que não só o dotou de estrutura métrica rígida, mas ainda de rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo verso possui uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma do haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.
Uma outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista. Promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda, essa corrente define haikai como um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, escrito em três versos que somam dezessete sílabas poéticas (cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro). Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma referência à estação do ano, expressa por uma palavra (o chamado kigo = palavra de estação).
Uma terceira forma de praticar o haikai no Brasil é a que não julga necessária a métrica nem o uso sistemático de uma referência à estação do ano em que o poema foi composto. Aqui, os principais nomes são Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Alice Ruiz.
Exemplos
esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem
primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano
(Paulo Leminski )
no despenhadeiro
a sombra da pedra
cai primeiro
(Carlos Seabra)
outro outono
no chão entre as folhas
sonhos do verão
(Ricardo Silvestrin)
primeira folha de outono
no chão começa
o meio do ano.
fim do dia
porta aberta
o sapo espia
(Alice Ruiz )
Ah, mosca de inverno
- questão de dia ou de hora
seu último instante?
(Masuda Goga )
Florada de ipês!
Meu pai também se alegrava
Em tarde como esta...
(Teruko Oda)
Dia de Finados
Formigas carregam
Pétalas que caem.
(Jorge Lescano)
início de outono --
no caminho vão sumindo
as vozes dos amigos.
vento de inverno:
o gato de olho vazado
procura seu dono
Edson Kenji Iura
http://pt.wikipedia.org/wiki/Haikai
sábado, 21 de junho de 2008

O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, inaugurou na manhã deste sábado em Santos (litoral de SP) uma escultura em homenagem ao centenário da imigração japonesa. Durante a cerimônia, que contou com a presença da artista plástica Tomie Ohtake --idealizadora da escultura-- e do prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), Naruhito acenou aos jornalistas e conversou com as autoridades.
Príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, participa de inauguração da escultura da artista plástica Tomie Ohtake em Santos, litoral de SP
Após a execução dos hinos nacionais do Japão e do Brasil, o prefeito afirmou que a presença de Naruhito "é uma honra para Santos".
"Chegamos ao ponto alto das comemorações com a inauguração da escultura, carinhosamente concebida pela Tomie", disse o prefeito. "Ela mesma parte desta saga heróica dos japoneses."
Papa acrescentou que a peça passará a fazer parte do cenário e da história de Santos.
A escultura de 15 m de altura por 20 de largura se destaca pelas curvas e está localizada na orla da cidade. Segundo Tomie, a interpretação da obra depende dos sentimentos de quem a vê. A artista afirmou que o trabalho não foi batizado para evitar que as pessoas fiquem preocupadas em enxergar o motivo do nome. "Cada pessoa que vê a obra sente uma coisa, isso é o mais importante."
O arquiteto Ruy Ohtake (filho da artista) também conversou com Naruhito. "Achei interessante o que o príncipe falou para Tomie. Ele disse: 'Sei que a senhora tem 94 anos e desejo muita saúde à senhora'. A Tomie respondeu que deseja essa saúde para fazer mais obras."
quinta-feira, 19 de junho de 2008
O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, cumpre, desta quinta-feira até domingo (22), vários compromissos oficiais em São Paulo, incluindo uma visita à cidade de Santos, em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Naruhito deve chegar por volta das 15h30 ao aeroporto de Congonhas.Do aeroporto, ele segue para o Parque do Ibirapuera, onde vai depositar flores no monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa. Ainda no Ibirapuera, ele visita, em seguida, o Pavilhão Japonês, no mesmo local. À noite, o príncipe assiste a um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na Sala São Paulo, na Praça Júlio Prestes, no Pólo Cultural da Luz.Nesta sexta-feira, a programação de Naruhito começa às 10h15, com visita ao Museu da História da Imigração, no bairro da Liberdade. Depois, o príncipe terá um encontro com estudantes da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco. Às 14h40, ele irá ao parque do Carmo, na zona leste, para conhecer o Viva-Japão, programa do governo estadual que procura incentivar a aproximação com a cultura daquele país.O ponto alto da programação será na tarde desta sexta, com a participação de Naruhito nos eventos oficiais do centenário da imigração japonesa, no Sambódromo, no Parque Anhembi.Antes disso, o príncipe visitará o Porto de Santos, em cerimônia que lembrará a entrada dos primeiros imigrantes japoneses no Brasil. Em 18 de junho de 1908, 781 japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru, depois de uma viagem de 52 dias, programada por meio de acordo entre as duas nações. A maioria dos imigrantes foi trabalhar em lavouras de café no interior paulista.A visita oficial do príncipe herdeiro a São Paulo termina nesta sexta-feira à noite, com um jantar oferecido pelo governador José Serra, no Palácio dos Bandeirantes. Nessa quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Naruhito e o presidente Lula lançaram uma moeda e um selo comemorativos dos 100 anos da imigração japonesa.Domingo, o príncipe viaja para o Paraná. Na segunda-feira (23), visita Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, onde, no dia seguinte, encerra a visita oficial ao Brasil.
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2008/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=68000/em_noticia_interna.shtml

No pouco tempo em que ficou em Brasília, o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, demonstrou simpatia e simplicidade, nesta quarta-feira. Espontaneamente, ele burlou o rígido protocolo, que vetava apertos de mão, ouviu explicações sobre as afinidades entre brasileiros e japoneses e, sempre que pôde, conversou com imigrantes e descendentes.
Com um sorriso permanente no rosto, sua expressão não mudou nem mesmo quando deixou cair o aparelho tradutor, no Palácio do Planalto, e acabou esbarrando na cabeça do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na visita ao Congresso, Naruhito encontrou a réplica do Kasatu Maru ---o navio que chegou ao Brasil há cem anos com os primeiros imigrantes japoneses. O príncipe quis saber detalhes e conhecer o artesão Yasuo Yamamura.
O artista contou ter feito o trabalho todo a mão e disse que levou um ano inteiro para concluí-lo. "Mas foi tudo com muito prazer porque eu sou imigrante", disse.
Na rápida passagem pelo Salão Negro do Congresso, Naruhito parou alguns minutos para apreciar várias peças de ikebana que foram colocadas no caminho por onde transitaria. Elogiou, e a cada explicação respondia em um português pausado: "muito obrigado".
terça-feira, 17 de junho de 2008
VAMOS LEMBRAR: 100 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL!
Na alvorada do dia 18 de Junho de 1908, quando o sol nascia, atracava no porto, entre os armazéns treze e quatorze, o navio Kasato Maru. Assim, dava-se início a uma história sobre a relação de duas distintas nações, Brasil e Japão.A bordo do Kasato Maru vinham 781 japoneses, junto com a esperança de prosperar em terras brasileiras, porém a realidade era bem diferente. Segundo relatos dos primeiros imigrantes vindos da terra do sol nascente, a vinda ao Brasil fora carregada da promessa de ascensão econômica para essas famílias. Famílias que esperavam enriquecer em pouco tempo aqui no Brasil para depois regressarem à sua pátria. No início do século XX havia uma forte divulgação das oportunidades oferecidas nas lavouras de café, que pareciam promissoras. De acordo com fontes históricas, a situação econômica no Japão era decadente no começo do século XX e o próprio governo incentivou a emigração para o Brasil, que por sua vez, necessitava de mão-de-obra (assalariada, mas de baixo custo) para as fazendas de café.Quando chegaram às terras brasileiras, esses imigrantes eram direcionados à Hospedaria dos Imigrantes, localizada na Rua Silva Jardim, no bairro Vila Nova, em seguida eram cadastrados e transportados de trem na Estação Santos-Jundiaí (Estação do Valongo) aos seus destinos: interior de São Paulo e norte do Paraná.
Porém, ao invés de prosperidade e riqueza, esses imigrantes encontraram um trabalho duro, pouco promissor e principalmente, em condições precárias de moradia e alimentação. O sonho de condições melhores fora de sua pátria foi uma farsa. Iniciava assim, a luta pela sobrevivência, pela resistência de sua cultura milenar e pela estabilidade econômica para viver dignamente. Nessa fase houve um êxodo desses imigrantes, pois muitos não se adaptaram nas fazendas cafeeiras, retornando ao litoral e formando aqui na cidade de Santos uma influência forte ao ponto de se ter uma grande colônia japonesa na região. Alguns destes se fixaram principalmente em chácaras na Ponta da Praia, Marapé, Saboó, Campo grande e até mesmo no Morro da Nova Cintra e se dedicaram à pesca, agricultura e atividades portuárias. Alguns vestígios da presença japonesa são perceptíveis, nas antigas chácaras da Ponta da Praia, nas feiras livres e variedades de verduras e pescados que adotamos como parte da cozinha brasileira, o gosto pelo cultivo e conhecimento da flora, embelezando ainda mais a cidade. Exemplos disso são: os ipês do canal 5, que florescem na primavera, colorindo o canal e os numerosos chapéus -de -sol, que estão por toda a cidade.
Aos nascidos no Império do sol nascente e seus descendentes, cabe ressaltar a influência que nos deixaram e a lição que nos ensinaram pela manutenção se sua cultura milenar, reforçando a importância de um povo manter suas tradições para sobreviver.
Para saber mais acesse:http://www.portogente.com.br/mardesonhos/historia.php
sábado, 14 de junho de 2008
1º SARAU LITERÁRIO

Nosso 1º SARAU LITERÁRIO(realizado ontem,13-06) contou com a ilustre participação do "GRUPO POETAS VIVOS DE SANTOS",representado pelas poetisas Regina Alonso(minha professora de Ciências da 6ª série) e Jaíra Presa, além do poeta Antônio Carlos Correa.
O maravilhoso trio apresentou-nos "CONTADORES DO SERTÃO", trazendo poemas e músicas de artistas nordestinos,como Patativa do Assaré,Luiz Gonzaga, entre outros.
A visita teve como objetivo divulgar a poesia como arte sensibilizadora, junto aos alunos. A apresentação foi um sucesso!!
Nós,da UME "Padre Antônio Olivieri" agradecemos ao trio pela oportunidade de assistirmos este belo espetáculo e aguardaremos ansiosos pela vossa volta!
1º SARAU LITERÁRIO

Thaiane declamando...
"A boneca"
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .
(Olavo Bilac)
1º SARAU LITERÁRIO
Felipe declamando...
"O menino azul "
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios, das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
(Cecília Meireles)
1º SARAU LITERÁRIO
Milla declamando..."É preciso não esquecer nada"
É preciso não esquecer nada:
1º SARAU LITERÁRIO
Marcos declamando..."Pescaria"
Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.
Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.
As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.
As mãos do mar vêm e vão,em vão.
Não chegarão aos peixes do chão.
Por isso chora,na areia,
a espuma da maré cheia.
(Cecília Meireles)
1º SARAU LITERÁRIO
Bárbara declamando..."Leilão de jardim"
Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?
Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raiode sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?
Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)
(Cecília Meireles)
1º SARAU LITERÁRIO
Gabriella declamando..."Ou isto ou aquilo"
Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar
ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.
(Cecília Meireles)
1º SARAU LITERÁRIO
Lucas declamando..."Canção da garoa"
Em cima do telhado
Pirulin lulin lulin,
Um anjo,
todo molhado,
Soluça no seu flautim.
O relógio vai bater:
As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.
E chove sem saber porquê
E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...
(Mário Quintana)
quinta-feira, 5 de junho de 2008
BLOG DIVULGADO NO JORNAL "INTERVALO"

quarta-feira, 4 de junho de 2008
IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL - 100 ANOS DE HISTÓRIA
Aproveito para parabenizar a todos os alunos que estão participando com trabalhos sobre esta importante comemoração! Vocês são demais!!
O primeiro navio chegou em 18 de junho de 1908, a bordo do navio Kasato Maru, com 781 passageiros . Vieram para trabalhar nas fazendas de café do interior do Estado de São Paulo.De 1908 até 1941 (às vésperas da eclosão da Segunda Guerra) emigraram ao Brasil cerca de 188 mil imigrantes-agricultores. Após a Guerra, a imigração dos japoneses foi reaberta em 1953 estendendo-se por mais 10 anos totalizando cerca de 50 mil imigrantes japoneses.A vinda dos imigrantes japoneses ao Brasil foi resultante de uma conjugação de dificuldades e interesse de ambos os países - no Brasil, especificamente os fazendeiros de café, enfrentavam problemas com a mão-de-obra desde que houve a libertação dos escravos negros. O Japão enfrentava uma das piores crises de sua história marcada não somente por problemas econômico-financeiros mas também pelo desemprego e excedente populacional.
Os imigrantes da primeira fase (até 1941) chegaram ao Brasil dispostos a trabalhar de 3 a 5 anos, economizar para retornar ao Japão. Poucos deles conseguiram atingir esse objetivo. Depois de cumprir os dois ou três anos do contrato nas fazendas de café , a maioria deles saiu para tentar a vida independente como agricultores, principalmente na zona oeste do Estado de São Paulo. Plantaram arroz, café, algodão, verduras, frutas, entre outros.Foi exatamente no pré-guerra que os imigrantes japoneses começaram a ser conhecidos como agricultores. Em 1912, 92,6% dos japoneses dedicavam-se ao cultivo do café. Em 1942, essa porcentagem muda - 24,3% deles cultivavam café, aumentando o cultivo do algodão (39,2%) e das culturas chamadas suburbanas (verduras, legumes, frutas e avicultura), para 19,9%. Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, intensifica o movimento de êxodo rural entre os imigrantes - deixam a zona rural para morar e trabalhar na cidade (na Capital ou interior). As famílias tornam-se pequenos comerciantes (lavandeira, mercearias, feiras, cabelereiras, oficinas mecânicas, etc) e concentram-se na educação dos filhos. Outras famílias decidem morar na zona suburbana (dedicando-se às atividades horti-fruti-granjeiros) devido a proximidade de boas escolas para os filhos nas cidades maiores. Em 1952, 34,1% dos imigrantes japoneses estavam voltados para as atividades horti-fruti-granjeiras, enquanto os plantadores de café japoneses tinham baixado para 27,5% e de algodão para 20,5%. Interessante que dados de 1988 indicaram que 80% dos nipo-brasileiros estavam residindo na zona urbana, mas ainda continuam com a fama de agricultores. Calcula-se que cerca de 1.400.000 dos brasileiros sejam descendentes de japoneses, e perto de 80% residem no Estado de São Paulo, sendo cerca de 360 mil deles na cidade de São Paulo.Calcula-se que cerca de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses estão trabalhando no Japão. Trata-se do movimento chamado de "dekassegui" (literalmente sair para ganhar dinheiro) iniciado por volta de 1985. Atingiu o ponto alto em 1991 (96,3 mil durante esse ano foram ao Japão) com a mudança da legislação do Japão e a crise econômico-financeira do Brasil.
http://www.nihonsite.com/muse/traj/trajeto.cfm
terça-feira, 3 de junho de 2008
PARABÉNS BÁRBARA!!

APRENDENDO MAIS SOBRE QUADRA
Quadra
Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.
A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).
Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)
E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte
FERNANDO PESSOA "QUADRAS AO GOSTO POPULAR "
"A quadra é o vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma. Da órbita triste do vaso escuro a graça exilada das flores atreve o seu olhar de alegria. "
Cantigas de portugueses
São como barcos no mar -
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.
A terra é sem vida, e nada
Vive mais que o coração
E envolve-te a terra fria
E a minha saudade não!
O moinho de café
Mói grãos e faz deles pó.
O pó que a minh'alma é
Moeu quem me deixa só.
Se eu te pudesse dizer
O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.
Teu vestido porque é teu,
Não é de cetim nem chita.
É de sermos tu e eu
E de tu seres bonita.
Vem cá dizer-me que sim.
Ou vem dizer-me que não.
Porque sempre vens assim
P'ra ao pé do meu coração.
Tenho um segredo a dizer-te
Que não te posso dizer.
E com isso já te o disse
Estavas farta de o saber...
Dona Rosa, Dona Rosa,
De que roseira é que vem,
Que não tem senão espinhos
Para quem só lhe quer bem?
Dona Rosa, Dona Rosa,
Quando eras inda botão
Disseram-te alguma cousa
De flor não ter coração?
Trazes uma cruz no peito.
Não sei se é por devoção.
Antes tivesses o jeito
De ter lá um coração.
.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O QUE É BOM PRECISA SER VALORIZADO!
Sou daquelas pessoas que acredita sinceramente que estamos aqui para deixar nossa contribuição ao mundo. Reconheçamos que não está nada fácil viver aqui, parece que as pessoas "piraram" e o mundo está de "cabeça para baixo",não é?Entretanto, mesmo com essa percepção, não podemos deixar de fazer algo para tornar o mundo um lugar menos hostil de se viver. E é aí que entramos nós, educadores, sujeitos mediadores de nossos alunos e o mundo a qual vivemos. Temos a grata oportunidade de levarmos os alunos a perceberem quanto potencial possuem e, o poder que têm em suas mãos para melhorar este mundo.
Estou publicando este post com o objetivo de homenagear o prof. José Maciel, atual monitor do Laboratório de Informática em nossa escola. Este maravilhoso professor, que neste ano conclui sua graduação em Filosofia, tem com paciência e carinho, nos conduzido para que nos apossemos mais e mais desse maravilhoso instrumento-informática-a fim de que avancemos em conhecimento.
Assim, professor, agradecemos sua valiosa colaboração e, desejamos que sua vida seja sempre repleta de sucesso!
Abraços fraternos de todos nós, que o temos em alta estima!
Profºª Cláudia e alunos das turmas A-B.
domingo, 1 de junho de 2008
NOSSA PEQUENA DECLAMADORA
Olá galerinha esta é Maria Luisa, minha aluninha no ano passado,na classe de 4 anos.Como ela já sabe declamar o poema abaixo, de Vinicius de Moraes, será uma grande alegria tê-la conosco em nosso Sarau de Poesias.
Seja bem-vinda Maria, ao grupo dos declamadores! Um beijinho especial !
A Porta
Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.
Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado
Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.
Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.
Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo
Só vivo aberta no céu!