Na alvorada do dia 18 de Junho de 1908, quando o sol nascia, atracava no porto, entre os armazéns treze e quatorze, o navio Kasato Maru. Assim, dava-se início a uma história sobre a relação de duas distintas nações, Brasil e Japão.A bordo do Kasato Maru vinham 781 japoneses, junto com a esperança de prosperar em terras brasileiras, porém a realidade era bem diferente. Segundo relatos dos primeiros imigrantes vindos da terra do sol nascente, a vinda ao Brasil fora carregada da promessa de ascensão econômica para essas famílias. Famílias que esperavam enriquecer em pouco tempo aqui no Brasil para depois regressarem à sua pátria. No início do século XX havia uma forte divulgação das oportunidades oferecidas nas lavouras de café, que pareciam promissoras. De acordo com fontes históricas, a situação econômica no Japão era decadente no começo do século XX e o próprio governo incentivou a emigração para o Brasil, que por sua vez, necessitava de mão-de-obra (assalariada, mas de baixo custo) para as fazendas de café.Quando chegaram às terras brasileiras, esses imigrantes eram direcionados à Hospedaria dos Imigrantes, localizada na Rua Silva Jardim, no bairro Vila Nova, em seguida eram cadastrados e transportados de trem na Estação Santos-Jundiaí (Estação do Valongo) aos seus destinos: interior de São Paulo e norte do Paraná.
Porém, ao invés de prosperidade e riqueza, esses imigrantes encontraram um trabalho duro, pouco promissor e principalmente, em condições precárias de moradia e alimentação. O sonho de condições melhores fora de sua pátria foi uma farsa. Iniciava assim, a luta pela sobrevivência, pela resistência de sua cultura milenar e pela estabilidade econômica para viver dignamente. Nessa fase houve um êxodo desses imigrantes, pois muitos não se adaptaram nas fazendas cafeeiras, retornando ao litoral e formando aqui na cidade de Santos uma influência forte ao ponto de se ter uma grande colônia japonesa na região. Alguns destes se fixaram principalmente em chácaras na Ponta da Praia, Marapé, Saboó, Campo grande e até mesmo no Morro da Nova Cintra e se dedicaram à pesca, agricultura e atividades portuárias. Alguns vestígios da presença japonesa são perceptíveis, nas antigas chácaras da Ponta da Praia, nas feiras livres e variedades de verduras e pescados que adotamos como parte da cozinha brasileira, o gosto pelo cultivo e conhecimento da flora, embelezando ainda mais a cidade. Exemplos disso são: os ipês do canal 5, que florescem na primavera, colorindo o canal e os numerosos chapéus -de -sol, que estão por toda a cidade.
Aos nascidos no Império do sol nascente e seus descendentes, cabe ressaltar a influência que nos deixaram e a lição que nos ensinaram pela manutenção se sua cultura milenar, reforçando a importância de um povo manter suas tradições para sobreviver.
Para saber mais acesse:http://www.portogente.com.br/mardesonhos/historia.php
Um comentário:
Olá professora Cláudia amei ter feito lições e tambem trabalhos da imigração japonesa por eu gostar muito deles e tambem da cultura,e tambem estou gostando de trabalhar com raikais bjinhos de sua aluna
Gabi
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