"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." P.Freire
segunda-feira, 12 de maio de 2008
LINGUAGEM DIFERENTE
Através deste texto,pudemos perceber que existem outras formas de falar em nossa língua,diferentes da forma que estamos habituados a falar.
Espero que você,leitor,aprecie também a leitura do poema de Olegário Mariano:
KREMME
Foi um dia de kremesse.
Depois de rezá três prece
Pra que os santo me ajudasse,
Deus quis que nós se encontrasse
Pra que nós dois se queresse,
Pra que nós dois se gostasse.
Inté os sinos dizia
Na matriz da freguezia
Que embora o tempo corresse,
Que embora o tempo passasse,
Que nós sempre se queresse,
Que nós sempre se gostasse.
Um dia, na feira,eu disse
Com a voz cheia de meiguice
Nos teus ouvido, bem doce:
Rosinha si eu te falasse...
Si eu te beijasse na face...
Tu me dás-se um beijo?
— Dou-se.
E toda a vez que nos vemo,
A um só tempo perguntemo
Tu a mim, eu a vancê:
Quando é que nós se casemo,
Nós que tanto se queremo,
Pro que esperamos pro quê?
Vancê não falou comigo
E eu com vancê, pro castigo,
Deixei de falá também,
Mas, no decorrê dos dia,
Vancê mais bem me queria
E eu mais te queria bem.
— Cabôco, vancê não presta,
Vancê tem ruga na testa,
Veneno no coração.
— Rosinha, vancê me xinga,
Morde a surucucutinga,
Mas fica o rasto no chão.
E de uma vez, (bem me lembro!)
Resto de safra... Dezembro...
Os carro afundando o chão.
Veio um home da cidade
E ao curuné Zé Trindade
Foi pedi a sua mão.
Peguei no meu cravinote
Dei quatro ou cinco pinote
Burricido como o quê,
Jurgando, antes não jurgasse,
Que tu de mim não gostasse,
Quando eu só amo a vancê.
Esperei outra kremesse
Que o seu vigário viesse
Pra que nós dois se casasse.
Mas Deus não quis que assim sesse
Pro mais que nós se queresse
Pro mais que nós se gostasse.
domingo, 11 de maio de 2008
COMO DESCOBRI A POESIA
Iniciou-se ali meu amor pela poesia que conservo até hoje.
O poeta Olegário Mariano o escreveu,logo abaixo vocês podem lê-lo...boa leitura!
" ARCO-ÍRIS"
Choveu tanto esta tarde
Que as árvores estão pingando de contentes.
As crianças pobres, em grande alarde,
Molham os pés nas poças reluzentes.
A alegria da luz ainda não veio toda.
Mas há raios de sol brincando nos rosais.
As crianças cantam fazendo roda,
Fazendo roda como os tangarás:
"Chuva com sol!Casa a raposa com o rouxinol."
De repente, no céu desfraldado em bandeira,
Quase ao alcance da nossa mão,
O Arco-da-Velha abre na tarde brasileira
A cauda em sete cores, de pavão.
Publicado no livro Canto da Minha Terra (1930).
sábado, 10 de maio de 2008
FELIZ DIA DAS MÃES!

QUERIDAS MÃES:
QUE O AMADO PAI DOS CÉUS CONTINUE A ABENÇOAR A VIDA DE VOCÊS COM CHUVAS DE BÊNÇÃOS!
QUE VOCÊS CONTINUEM SENDO O BRAÇO ESTENDIDO DE DEUS NA VIDA DE SEUS FILHOS,COM AMOR E SABEDORIA!
QUERO DEIXAR AQUI O MEU MAIS CARINHOSO ABRAÇO EM CADA UMA DE VOCÊS!
FELIZ DIA DAS MÃES VILMA,ELISÂNGELA,ANA RITA,NATALINA,TONINHA,FÁTIMA,ROSÂNGELA,ISABEL,ANGÉLICA,ZULEICA,SEBASTIANA,MARTA,TONINHA,ANDREZZA,LOURDES,ANDREA,MARLY,MÁRCIA,NOÊMIA,MICHELE...
ORIGEM DO DIA DAS MÃES
Bem mais tarde, no início do século XVII, a Inglaterra começou a dedicar o quarto domingo da Quaresma às mães das operárias inglesas. Este dia ficou conhecido como o Mothering Sunday (Domingo das Mães). Nesse dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar em casa com as mães e levavam o mothering cake, um bolo, de presente para elas.
Nos Estados Unidos, as primeiras sugestões em prol da criação de uma data para a celebração das mães foi dada, em 1872, por Júlia Ward Howe, autora da letra do hino do país. Seria, na concepção dela, um dia dedicado à paz.Mas foi outra americana, Ana Jarvis, da Filadelfia, que em 1907 iniciou a campanha para instituir o Dia das Mães. Ana perdeu sua mãe e entrou em grande depressão. Preocupadas com aquele sofrimento, algumas amigas tiveram a idéia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Ana quis que a homenagem fosse estendida a todas as mães, vivas ou mortas. Em pouco tempo a comemoração se alastrou por todo o país e, em 1914, sua data foi oficializada pelo presidente Woodrow Wilson: dia 9 de maio, o segundo domingo de maio.
No Brasil, o Dia das Mães foi introduzido pela Associação Cristã de Moços (ACM), em maio de 1918. A data passou a ser celebrada no segundo domingo de maio, conforme decreto assinado, em 1932, pelo presidente Getúlio Vargas. Em 1949, vários proprietários de lojas de São Paulo, lançaram uma grande campanha publicitária incentivando a compra de presentes para as mães e o hábito de presentear as mães ganhou impulso.
Fonte: Duarte, Marcelo - O Guia dos Curiosos. Cia da Letras, S.P., 1995.
Dia das Mães no Mundo
2º domingo de fevereiro
Noruega
1º domingo de maio
África do Sul
2º domingo de maio
Estados Unidos, Brasil, Dinamarca, Finlândia, Japão, Turquia, Itália, Austrália e Bélgica
10 de maio
México
4º domingo da Quaresma
Inglaterra
Último domingo de maio
Suécia
2º domingo de outubro
Argentina
1º domingo de maio
Portugal
2 semanas antes do Natal
Iugoslávia
sexta-feira, 9 de maio de 2008
PROJETO CORAL VOZES DA PAZ
Há alguns anos,resolvi iniciar um projeto com música na escola,com os seguintes objetivos:
-resgatar a auto estima e confiança de cada criança;
-incentivar e despertar o gosto musical por composições que edifiquem o caráter;
-promover a socialização entre os pares e,ainda o respeito ao próximo;
-desenvolver a expressividade do ser;
-despertar a sensibilidade;
-auxiliar no desenvolvimento da linguagem oral e da memória;
Por fim,não menos importante,levar o educando a desenvolver-se através da percepção,da atenção,da auto disciplina,da criatividade e da afetividade.
Iniciamos os ensaios da Cantata em homenagem às Mães em março.O grupo é composto por 29 vozes femininas,alunas das 4ª séries "A" e "B",da UME Padre Antonio Olivieri Filho,localizada no bairro do Jardim Casqueiro em Cubatão.
Finalmente após tanto preparo,o grupo apresentou-se na data de hoje para homenagear estas pessoas tão especiais em nossas vidas:as mamães!!!
Quero agradecer primeiramente a nossa diretora,profª Ana Maria que permitiu e incentivou a realização desta atividade e,ainda as seguintes mães,voluntárias,que se dispuseram a nos ajudar a compor um visual caprichado para esta data:Noêmia,Carmém,Andréia,Andrezza,Marta,Sebastiana e Rosângela!!! Meu muitíssimo obrigada a todas vocês! Que Deus abençoe a cada uma!!!
Não poderia deixar de agradecer também às minhas queridas alunas,as vozes deste singelo Coral que,com paciência,responsabilidade e dedicação participam deste maravilhoso projeto! Amo todas vocês!! Obrigada!!!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
ALERTA AOS PAIS E RESPONSÁVEIS!!
...
"Como nós adultos somos de uma geração que não cresceu com a tecnologia, o que alguns chamam de imigrantes digitais, não nos sentimos seguros o suficiente para orientar nossos filhos, que chamam de nativos digitais. Parece que eles sabem mais do que nós! Mas essa impressão, que intimida a muitos para que fiquem em silêncio, é errada, pois as crianças continuam ingênuas, inexperientes. Não importa o ambiente, cabe a nós adultos mostrar para elas o caminho de como conviver bem em sociedade, adquirir valores e princípios e agir com integridade. "
.
Cristiana Assumpção
.
DICA DE UM SITE INTERESSANTE
http://senna.globo.com/senninha/jogos.asp
TECNOLOGIAS
O QUE É UM BLOG? QUER SE TORNAR BLOGUEIRO?
Hoje em dia muitos professores se apropriam dos blogs em sala de aula, como ferramenta auxiliar no ensino aprendizagem...
O que podemos fazer com um blog ?1- Publicar material didático2- Socializar as produções de alunos3- Trabalhar de forma colaborativa entre alunos/professores4- Interagir com outros grupos5- Realizar provas/exercícios6- Estimular a participação utilizando diferentes linguagens7- Aproximar-nos das publicações multimídia8- Funcionar como espaço de experimentação na investigação das nossas práticas9- Guiar, coordenar e moderar de forma virtual os trabalhos apresentados na turma.10- Propor atividades lúdicas11- Incentivar a construção de redes12- Propiciar a aprendizagem colaborativa por meio de estratégias de criação em equipes...
terça-feira, 6 de maio de 2008
DICAS DE COMO ESTUDAR
estude em lugar arejado,
iluminado,
sem chiado.
E não estude deitado,
pois pode acabar dormindo
e deixar o professor,
inconformado!
Tente ser organizado,
fazer letra bonita
e caderno caprichado!
Pesquise no dicionário
tem palavra que você não entende
e vai acabar encabulado!
Estude pelo menos
duas horas por dia,
leia livros
para ser bem informado!
Agora siga estas dicas
e,com certeza,
será elogiado!!
( autoria da aluna Bárbara Bonfim)
segunda-feira, 5 de maio de 2008
FÁBULAS
As fábulas são pequenas histórias que transmitem uma lição de moral. As personagens das fábulas são geralmente animais, que representam tipos humanos, como o egoísta, o ingênuo, o espertalhão, o vaidoso, o mentiroso, etc
A fábula é uma das mais antigas formas de narrativa. Muitos escritores dedicaram-se às fábulas, mas três ficaram mundialmente famosos: o grego Esopo (século VI a.C.), o latino Fedro (15 a.C. - 50 d.C.) e o francês Jean de La Fontaine (1621 - 1695).
No Brasil, Monteiro Lobato (século XX) foi quem as recriou. Millôr Fernandes é um escritor carioca que recriou as antigas fábulas de Esopo e La Fontaine, de forma satírica e engraçada.
A fábula se divide em 2 partes:
1ª parte - a história (o que aconteceu)
2ª parte - a moral (o significado da história)
A origem da fábula perde-se na antiguidade mais remota. Os gregos citavam Esopo como fundador da fábula.
O QUE É ESCALA MERCALLI?
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A escala de Mercalli é uma escala qualitativa usada para classificar a intensidade de um terremoto a partir dos seus efeitos em pessoas e estruturas na superfície da Terra.
Foi elaborada pelo vulcanólogo italiano Giuseppe Mercalli em 1902, tendo sido largamente utilizada antes da invenção da Escala de Richter por Charles Francis Richter e Beno Gutenberg em 1935. A forma actualmente utilizada nos EUA é a Escala de Mercalli Modificada (MM), que foi desenvolvida em 1931 pelos sismólogos estado-unidenses Harry Wood e Frank Neumann.
A escala de Mercalli tem uma importância apenas qualitativa e não deve ser interpretada em termos absolutos, uma vez que depende de observação humana. Por exemplo, um sismo de grau 8 na escala de Richter num deserto inabitado é classificado como I na escala de Mercalli, enquanto que um sismo de menor magnitude sísmica, por exemplo 5, numa zona onde as construções são débeis e pouco preparadas para resistir a terramotos, pode causar efeitos devastadores e ser classificado com intensidade IX.
[editar] Graus de intensidade
A escala de Mercalli tem 12 graus:
| Grau | Descrição |
|---|---|
| I. Muito fraco | Nenhum movimento é percebido. |
| II. Fraco | Algumas pessoas podem sentir o movimento se estiverem em repouso e/ou em andares elevados de edifícios. |
| III. Leve | Diversas pessoas sentem um movimento leve no interior de prédios. Os objectos suspensos mexem-se. No exterior, no entanto, nada se sente. |
| IV. Moderado | No interior de prédios, a maior parte das pessoas sentem o movimento. Os objectos suspensos mexem-se, e também as janelas, pratos, armação de portas. |
| V. Bastante moderado | A maior parte das pessoas sente o movimento. As pessoas adormecidas acordam. As portas fazem barulho, os pratos partem-se, os quadros mexem-se, os objectos pequenos deslocam-se, as árvores oscilam, os líquidos podem transbordar de recipientes abertos. |
| VI. Forte | O terremoto é sentido por todas as pessoas. As pessoas caminham com dificuldade, os objectos e quadros caem, o revestimento dos muros pode rachar, as árvores e os arbustos são sacudidos. Danos leves podem acontecer em imóveis mal construídos, mas nenhum dano estrutural. |
| VII. Muito forte | As pessoas têm dificuldade de se manter em pé, os condutores sentem os seus carros sacudirem, alguns prédios podem desmoronar. Tijolos podem desprender-se dos imóveis. Os danos são moderados em prédios bem construídos, mas podem ser importantes no resto. |
| VIII. Destrutivo | Os condutores têm dificuldade em conduzir, casas com fundações fracas tremem, grandes estruturas como chaminés e prédios podem torcer e quebrar. Prédios bem construídos sofrem danos leves, contrariamente aos outros, que sofrem danos severos. Os ramos das árvores partem-se, as colinas podem abrir fendas se a terra estiver úmida e o nível de água nos poços artesianos pode modificar-se. |
| IX. Ruinoso | Todos os edifícios sofrem grandes danos. As casas sem alicerces deslocam-se. Algumas canalizações subterrâneas quebram-se, a terra abre fendas. |
| X. Desastroso | A maior parte dos prédios e suas fundações são destruídos, assim como algumas pontes. As barragens são significativamente danificadas. A água é desviada de seu leito, largas fendas aparecem no solo, as linhas de comboio entortam. |
| XI. Muito desastroso | Grande parte das construções desabam, as pontes e as canalizações subterrâneas são destruídas. |
| XII. Catastrófico | Quase tudo é destruído. O solo ondula. Rochas podem deslocar-se. |
domingo, 4 de maio de 2008
BIOGRAFIA DE MÁRIO QUINTANA
Considerado o poeta das coisas simples e com um estilo marcado pela ironia, profundidade e perfeição técnica, trabalhou como jornalista quase que a sua vida toda. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em busca do tempo perdido de Marcel Proust, Mrs. Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e sangue, de Giovanni Papini.
Em 1940 lançou o seu primeiro livro de poesias, A rua dos cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil. Em 1966 foi publicada a sua Antologia poética, com 60 poemas inéditos, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus 60 anos, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da ABL, pelo conjunto da obra.
Viveu grande parte da vida em hotéis, sendo o último deles o Hotel Majestic, no centro velho de Porto Alegre, que foi tombado e transformado em centro cultural e batizado como Casa de Cultura Mario Quintana, em sua homenagem, ainda em vida. Em seus últimos anos de vida, era comumente visto caminhando nas redondezas.
Segundo o próprio poeta, em entrevista a Edla van Steen em 1979, seu nome foi registrado sem acento. Assim ele o usou por toda a vida. Todavia, segundo as normas ortográficas atualmente em vigor, prescreve-se o uso de acento agudo no prenome "Mário", após a morte do autor.
Em 2006, no centenário de seu nascimento, várias comemorações foram realizadas no estado do Rio Grande do Sul em sua homenagem.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
POESIA VENCEDORA DA ENQUETE!
BIOGRAFIA DE OLAVO BILAC
Um dos mais notáveis poetas brasileiros, prosador exímio e orador primoroso, nasceu e morreu no Rio de Janeiro, respectivamente, em 1865 e 1918. Aluno da Faculdade de Medicina até o quinto ano, depois de brilhante concurso que ali fez para interno, e apesar do auspicioso futuro que todos lhe auguravam, desistiu do curso médico para tentar o de direito em São Paulo. Atraído, porém, pela vida fluminense, voltou ao Rio estreando, com grande êxito, na imprensa literária.
A irradiação do seu nome foi rápida, e fulgurou com a publicação de Poesias (incluindo Panóplias, Via Láctea e Sarças de Fogo - 1888). Foi um dos mais ardorosos propagandistas da abolição, ligando-se estreitamente a José do Patrocínio. Em 1900 partiu para a Europa como correspondente da publicação Cidade do Rio. Daí em diante, raro era o ano em que não visitava Paris.
Exerceu vários cargos públicos no estado do Rio de Janeiro e na antiga Guanabara, tendo sido inspetor escolar, secretário do Congresso Panamericano e fundador da Agência Americana. Foi um dos fundadores da Liga da Defesa Nacional (da qual foi secretário geral), tendo lutado pelo serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combate ao analfabetismo. Conferencista de platéias elegantes, sua obra tornou-se leitura obrigatória, sendo declamado nos círculos literários.
Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, na cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias.
Considerado o maior nome parnasiano brasileiro, foi bastante influenciado pelos poetas franceses. Suas poesias revelam uma grande emoção, nada típica dos parnasianos, um certo erotismo e influência marcante da poesia portuguesa dos séculos XVI e XVII. A correção da linguagem, o rigor da forma e a espontaneidade são as principais características de seus versos.
Além de Poesias também publicou Crônicas e Novelas, Conferências Literárias, Ironia e Piedade, Bocage, Crítica e Fantasia, e, em colaboração, Contos Pátrios (infantil), Livro de Leitura, Livro de Composição, Através do Brasil (os últimos três, pedagógicos), Teatro Infantil, Terra Fluminense, Pátria Brasileira, Tratado de Versificação, A Defesa Nacional (coleção de discursos), Últimas Conferências e Discursos, Dicionário Analógico (inédito) e Tarde (póstuma, coleção de 99 sonetos).
Seu volume de Poesias Infantis, encomendado pela Livraria Francisco Alves, é uma coleção de 58 poemas metrificados falando sobre a natureza e a virtude. Segundo suas próprias palavras, "era preciso achar assuntos simples, humanos, naturais, que, fugindo da banalidade, não fossem também fatigar o cérebro do pequenino leitor, exigindo dele uma reflexão demorada e profunda".
É autor do Hino à Bandeira Nacional.http://www.secrel.com.br/jpoesia/bilac.html#bio
POESIAS DE OLAVO BILAC
A BORBOLETA
Trazendo uma borboleta,
Volta Alfredo para casa.
Como é linda! é toda preta,
Com listas douradas na asa.
Tonta, nas mãos da criança,
Batendo as asas, num susto,
Quer fuguir, porfia, cansa,
E treme, e respira a custo.
Contente, o menino grita:
"É a primeira que apanho,
"Mamãe! vê como é bonita!
"Que cores e que tamanho!
"Como voava no mato!
"Vou sem demora pregá-la
"Por baixo do meu retrato,
"Numa parede da sala".
Mas a mamãe, com carinho,
Lhe diz: "Que mal te fazia,
"Meu filho, esse animalzinho,
"Que livre e alegre vivia?
"Solta essa pobre coitada!
"Larga-lhe as asas, Alfredo!
"Vê com treme assustada . . .
"Vê como treme de medo . . .
"Para sem pena espetá-la
"Numa parede, menino,
"É necessário matá-la:
"Queres ser um assassino?"
Pensa Alfredo . . . E, de repente,
Solta a borboleta . . . E ela
Abre as asas livremente,
E foge pela janela.
"Assim, meu filho! perdeste
"A borboleta dourada,
"Porém na estima cresceste
"De tua mãe adorada . . .
"Que cada um cumpra sua sorte
"Das mãos de Deus recebida:
"Pois só pode dar a Morte
"Aquele que dá a Vida!"
Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .