"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." P.Freire

"Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda." P.Freire

terça-feira, 24 de junho de 2008

HAIKAI E GUILHERME DE ALMEIDA



O HAICAI DE GUILHERME DE ALMEIDA
Guilherme de Almeida começou a escrever haicais em 1936, ano de seu encontro com o cônsul japonês no Brasil, Kozo Ichige. Em 1937, publicou o artigo Os Meus Haicais, em que sistematizava as suas idéias sobre o que seria o haicai em português: um terceto com 5-7-5 sílabas, dotado de título, sendo que o primeiro verso rima com o terceiro, além de contar com uma rima interna no segundo verso, entre a segunda e a sétima sílabas. Seus haicais foram publicados no livro "Poesia Vária", de 1947. Dada a sua influência sobre outros poetas, pode-se falar de uma escola "guilhermina" dentro do movimento haicaísta brasileiro. Guilherme de Almeida foi um dos fundadores e primeiro presidente da Aliança Cultural Brasil-Japão.

http://www.kakinet.com/caqui/ga.htm

segunda-feira, 23 de junho de 2008

HAIKAI - POESIA INSTANTÂNEA

Haicai (Haiku ou Haikai) é um forma poética de origem japonesa, que valoriza a concisão e a objetividade.
O principal haicaísta foi Matsuô Bashô (1644-1694), que se dedicou a fazer desse tipo de poesia uma prática espiritual.

Haikai no Brasil
O primeiro autor a popularizar o haikai no Brasil foi Guilherme de Almeida, que não só o dotou de estrutura métrica rígida, mas ainda de rimas e título. No esquema proposto por Almeida, o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo verso possui uma rima interna (a 2ª sílaba rima com a 7ª sílaba). A forma do haikai de Guilherme de Almeida ainda tem muitos praticantes no Brasil.
Uma outra corrente do haikai brasileiro é a tradicionalista. Promovida inicialmente por imigrantes ou descendentes de imigrantes japoneses, como H. Masuda Goga e Teruko Oda, essa corrente define haikai como um poema de três versos, escrito em linguagem simples, sem rima, escrito em três versos que somam dezessete sílabas poéticas (cinco sílabas no primeiro verso, sete no segundo e cinco no terceiro). Além disso, o haikai tradicional deve conter sempre uma referência à estação do ano, expressa por uma palavra (o chamado kigo = palavra de estação).
Uma terceira forma de praticar o haikai no Brasil é a que não julga necessária a métrica nem o uso sistemático de uma referência à estação do ano em que o poema foi composto. Aqui, os principais nomes são Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Alice Ruiz.

Exemplos

esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem


primeiro frio do ano
fui feliz
se não me engano


(Paulo Leminski )

no despenhadeiro
a sombra da pedra
cai primeiro


(Carlos Seabra)

outro outono
no chão entre as folhas
sonhos do verão


(Ricardo Silvestrin)

primeira folha de outono
no chão começa
o meio do ano.


fim do dia
porta aberta
o sapo espia


(Alice Ruiz )

Ah, mosca de inverno
- questão de dia ou de hora
seu último instante?


(Masuda Goga )

Florada de ipês!
Meu pai também se alegrava
Em tarde como esta...


(Teruko Oda)

Dia de Finados
Formigas carregam
Pétalas que caem
.

(Jorge Lescano)

início de outono --
no caminho vão sumindo
as vozes dos amigos.


vento de inverno:
o gato de olho vazado
procura seu dono


Edson Kenji Iura

http://pt.wikipedia.org/wiki/Haikai

sábado, 21 de junho de 2008


"Príncipe Naruhito inaugura escultura na orla de Santos"


O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, inaugurou na manhã deste sábado em Santos (litoral de SP) uma escultura em homenagem ao centenário da imigração japonesa. Durante a cerimônia, que contou com a presença da artista plástica Tomie Ohtake --idealizadora da escultura-- e do prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), Naruhito acenou aos jornalistas e conversou com as autoridades.

Príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, participa de inauguração da escultura da artista plástica Tomie Ohtake em Santos, litoral de SP
Após a execução dos hinos nacionais do Japão e do Brasil, o prefeito afirmou que a presença de Naruhito "é uma honra para Santos".
"Chegamos ao ponto alto das comemorações com a inauguração da escultura, carinhosamente concebida pela Tomie", disse o prefeito. "Ela mesma parte desta saga heróica dos japoneses."
Papa acrescentou que a peça passará a fazer parte do cenário e da história de Santos.

A escultura de 15 m de altura por 20 de largura se destaca pelas curvas e está localizada na orla da cidade. Segundo Tomie, a interpretação da obra depende dos sentimentos de quem a vê. A artista afirmou que o trabalho não foi batizado para evitar que as pessoas fiquem preocupadas em enxergar o motivo do nome. "Cada pessoa que vê a obra sente uma coisa, isso é o mais importante."

O arquiteto Ruy Ohtake (filho da artista) também conversou com Naruhito. "Achei interessante o que o príncipe falou para Tomie. Ele disse: 'Sei que a senhora tem 94 anos e desejo muita saúde à senhora'. A Tomie respondeu que deseja essa saúde para fazer mais obras."

quinta-feira, 19 de junho de 2008

"Príncipe Naruhito comemora em São Paulo centenário da Imigração Japonesa "


O príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, cumpre, desta quinta-feira até domingo (22), vários compromissos oficiais em São Paulo, incluindo uma visita à cidade de Santos, em comemoração ao centenário da imigração japonesa. Naruhito deve chegar por volta das 15h30 ao aeroporto de Congonhas.Do aeroporto, ele segue para o Parque do Ibirapuera, onde vai depositar flores no monumento em homenagem aos pioneiros da imigração japonesa. Ainda no Ibirapuera, ele visita, em seguida, o Pavilhão Japonês, no mesmo local. À noite, o príncipe assiste a um concerto da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, na Sala São Paulo, na Praça Júlio Prestes, no Pólo Cultural da Luz.Nesta sexta-feira, a programação de Naruhito começa às 10h15, com visita ao Museu da História da Imigração, no bairro da Liberdade. Depois, o príncipe terá um encontro com estudantes da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco. Às 14h40, ele irá ao parque do Carmo, na zona leste, para conhecer o Viva-Japão, programa do governo estadual que procura incentivar a aproximação com a cultura daquele país.O ponto alto da programação será na tarde desta sexta, com a participação de Naruhito nos eventos oficiais do centenário da imigração japonesa, no Sambódromo, no Parque Anhembi.Antes disso, o príncipe visitará o Porto de Santos, em cerimônia que lembrará a entrada dos primeiros imigrantes japoneses no Brasil. Em 18 de junho de 1908, 781 japoneses desembarcaram do navio Kasato Maru, depois de uma viagem de 52 dias, programada por meio de acordo entre as duas nações. A maioria dos imigrantes foi trabalhar em lavouras de café no interior paulista.A visita oficial do príncipe herdeiro a São Paulo termina nesta sexta-feira à noite, com um jantar oferecido pelo governador José Serra, no Palácio dos Bandeirantes. Nessa quarta-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, Naruhito e o presidente Lula lançaram uma moeda e um selo comemorativos dos 100 anos da imigração japonesa.Domingo, o príncipe viaja para o Paraná. Na segunda-feira (23), visita Belo Horizonte e o Rio de Janeiro, onde, no dia seguinte, encerra a visita oficial ao Brasil.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_7/2008/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=7&id_noticia=68000/em_noticia_interna.shtml

Príncipe do Japão quebra protocolo e demonstra simplicidade em visita a Brasília

No pouco tempo em que ficou em Brasília, o príncipe herdeiro do Japão, Naruhito, demonstrou simpatia e simplicidade, nesta quarta-feira. Espontaneamente, ele burlou o rígido protocolo, que vetava apertos de mão, ouviu explicações sobre as afinidades entre brasileiros e japoneses e, sempre que pôde, conversou com imigrantes e descendentes.
Com um sorriso permanente no rosto, sua expressão não mudou nem mesmo quando deixou cair o aparelho tradutor, no Palácio do Planalto, e acabou esbarrando na cabeça do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na visita ao Congresso, Naruhito encontrou a réplica do Kasatu Maru ---o navio que chegou ao Brasil há cem anos com os primeiros imigrantes japoneses. O príncipe quis saber detalhes e conhecer o artesão Yasuo Yamamura.
O artista contou ter feito o trabalho todo a mão e disse que levou um ano inteiro para concluí-lo. "Mas foi tudo com muito prazer porque eu sou imigrante", disse.
Na rápida passagem pelo Salão Negro do Congresso, Naruhito parou alguns minutos para apreciar várias peças de ikebana que foram colocadas no caminho por onde transitaria. Elogiou, e a cada explicação respondia em um português pausado: "muito obrigado".

terça-feira, 17 de junho de 2008

VAMOS LEMBRAR: 100 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL!

De Kobe para o porto de Santos...quanta história!

Na alvorada do dia 18 de Junho de 1908, quando o sol nascia, atracava no porto, entre os armazéns treze e quatorze, o navio Kasato Maru. Assim, dava-se início a uma história sobre a relação de duas distintas nações, Brasil e Japão.A bordo do Kasato Maru vinham 781 japoneses, junto com a esperança de prosperar em terras brasileiras, porém a realidade era bem diferente. Segundo relatos dos primeiros imigrantes vindos da terra do sol nascente, a vinda ao Brasil fora carregada da promessa de ascensão econômica para essas famílias. Famílias que esperavam enriquecer em pouco tempo aqui no Brasil para depois regressarem à sua pátria. No início do século XX havia uma forte divulgação das oportunidades oferecidas nas lavouras de café, que pareciam promissoras. De acordo com fontes históricas, a situação econômica no Japão era decadente no começo do século XX e o próprio governo incentivou a emigração para o Brasil, que por sua vez, necessitava de mão-de-obra (assalariada, mas de baixo custo) para as fazendas de café.
Quando chegaram às terras brasileiras, esses imigrantes eram direcionados à Hospedaria dos Imigrantes, localizada na Rua Silva Jardim, no bairro Vila Nova, em seguida eram cadastrados e transportados de trem na Estação Santos-Jundiaí (Estação do Valongo) aos seus destinos: interior de São Paulo e norte do Paraná.
Porém, ao invés de prosperidade e riqueza, esses imigrantes encontraram um trabalho duro, pouco promissor e principalmente, em condições precárias de moradia e alimentação. O sonho de condições melhores fora de sua pátria foi uma farsa. Iniciava assim, a luta pela sobrevivência, pela resistência de sua cultura milenar e pela estabilidade econômica para viver dignamente. Nessa fase houve um êxodo desses imigrantes, pois muitos não se adaptaram nas fazendas cafeeiras, retornando ao litoral e formando aqui na cidade de Santos uma influência forte ao ponto de se ter uma grande colônia japonesa na região. Alguns destes se fixaram principalmente em chácaras na Ponta da Praia, Marapé, Saboó, Campo grande e até mesmo no Morro da Nova Cintra e se dedicaram à pesca, agricultura e atividades portuárias. Alguns vestígios da presença japonesa são perceptíveis, nas antigas chácaras da Ponta da Praia, nas feiras livres e variedades de verduras e pescados que adotamos como parte da cozinha brasileira, o gosto pelo cultivo e conhecimento da flora, embelezando ainda mais a cidade. Exemplos disso são: os ipês do canal 5, que florescem na primavera, colorindo o canal e os numerosos chapéus -de -sol, que estão por toda a cidade.

Aos nascidos no Império do sol nascente e seus descendentes, cabe ressaltar a influência que nos deixaram e a lição que nos ensinaram pela manutenção se sua cultura milenar, reforçando a importância de um povo manter suas tradições para sobreviver.
Para saber mais acesse:http://www.portogente.com.br/mardesonhos/historia.php

sábado, 14 de junho de 2008

1º SARAU LITERÁRIO



Nosso 1º SARAU LITERÁRIO(realizado ontem,13-06) contou com a ilustre participação do "GRUPO POETAS VIVOS DE SANTOS",representado pelas poetisas Regina Alonso(minha professora de Ciências da 6ª série) e Jaíra Presa, além do poeta Antônio Carlos Correa.
O maravilhoso trio apresentou-nos "CONTADORES DO SERTÃO", trazendo poemas e músicas de artistas nordestinos,como Patativa do Assaré,Luiz Gonzaga, entre outros.
A visita teve como objetivo divulgar a poesia como arte sensibilizadora, junto aos alunos. A apresentação foi um sucesso!!
Nós,da UME "Padre Antônio Olivieri" agradecemos ao trio pela oportunidade de assistirmos este belo espetáculo e aguardaremos ansiosos pela vossa volta!

1º SARAU LITERÁRIO



Thaiane declamando...

"A boneca"


Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.

Dizia a primeira: "É minha!"
— "É minha!" a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.

Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.

Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.

E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca . . .
(Olavo Bilac)

1º SARAU LITERÁRIO


Felipe declamando...

"O menino azul "

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho

que saiba dizer
o nome dos rios, das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos

e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo

que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,

pode escrever para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)
(Cecília Meireles)

1º SARAU LITERÁRIO

Milla declamando...

"É preciso não esquecer nada"

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta
nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver
a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome,
o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer
é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa
e de glória.
O que é preciso é ser
como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.
(Cecília Meireles)

1º SARAU LITERÁRIO

Marcos declamando...


"Pescaria"

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.
Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.
As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.
As mãos do mar vêm e vão,em vão.
Não chegarão aos peixes do chão.
Por isso chora,na areia,
a espuma da maré cheia.
(Cecília Meireles)

1º SARAU LITERÁRIO

Bárbara declamando...


"Leilão de jardim"

Quem me compra um jardim com flores?
borboletas de muitas cores,
lavadeiras e passarinhos,
ovos verdes e azuis nos ninhos?


Quem me compra este caracol?
Quem me compra um raiode sol?
Um lagarto entre o muro e a hera,
uma estátua da Primavera?


Quem me compra este formigueiro?
E este sapo, que é jardineiro?
E a cigarra e a sua canção?
E o grilinho dentro do chão?
(Este é meu leilão!)
(Cecília Meireles)

1º SARAU LITERÁRIO

Gabriella declamando...


"Ou isto ou aquilo"

Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!
Ou se calça a luva e não se põe o anel,

ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,

quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa estar

ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,

ou compro o doce e gasto o dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo . . .

e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,

se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda

qual é melhor: se é isto ou aquilo.
(Cecília Meireles)

1º SARAU LITERÁRIO

Lucas declamando...


"Canção da garoa"

Em cima do telhado
Pirulin lulin lulin,
Um anjo,
todo molhado,
Soluça no seu flautim.
O relógio vai bater:
As molas rangem sem fim.
O retrato na parede
Fica olhando para mim.
E chove sem saber porquê
E tudo foi sempre assim!
Parece que vou sofrer:
Pirulin lulin lulin...
(Mário Quintana)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

BLOG DIVULGADO NO JORNAL "INTERVALO"


Ainda hoje, tive a grata surpresa de ler no jornal INTERVALO uma matéria sobre o EDUCABLOG. Esse é um espaço onde publico as ações que realizo junto aos meus alunos de 4ª séries, ministrando aulas de Língua Portuguesa e História.
Este jornal, informativo da Secretaria Municipal de Educação de Cubatão , procura divulgar trabalhos de alunos e educadores da rede, valorizando assim todas as ações educativas.
Como professora responsável pelo EDUCABLOG agradeço à equipe pela matéria publicada neste importante veículo de comunicação.
Abraços a todos!
Profª Cláudia Mariano Alves.
P.S: Na foto da matéria, prof. José Maciel e alunos da 4ª série "A".

quarta-feira, 4 de junho de 2008

IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL - 100 ANOS DE HISTÓRIA

Olá galerinha! Porque neste mês comemoramos o Centenário, nunca é demais relembrar o que foi já foi visto sobre o referido tema.
Aproveito para parabenizar a todos os alunos que estão participando com trabalhos sobre esta importante comemoração! Vocês são demais!!


O primeiro navio chegou em 18 de junho de 1908, a bordo do navio Kasato Maru, com 781 passageiros . Vieram para trabalhar nas fazendas de café do interior do Estado de São Paulo.De 1908 até 1941 (às vésperas da eclosão da Segunda Guerra) emigraram ao Brasil cerca de 188 mil imigrantes-agricultores. Após a Guerra, a imigração dos japoneses foi reaberta em 1953 estendendo-se por mais 10 anos totalizando cerca de 50 mil imigrantes japoneses.A vinda dos imigrantes japoneses ao Brasil foi resultante de uma conjugação de dificuldades e interesse de ambos os países - no Brasil, especificamente os fazendeiros de café, enfrentavam problemas com a mão-de-obra desde que houve a libertação dos escravos negros. O Japão enfrentava uma das piores crises de sua história marcada não somente por problemas econômico-financeiros mas também pelo desemprego e excedente populacional.
Os imigrantes da primeira fase (até 1941) chegaram ao Brasil dispostos a trabalhar de 3 a 5 anos, economizar para retornar ao Japão. Poucos deles conseguiram atingir esse objetivo. Depois de cumprir os dois ou três anos do contrato nas fazendas de café , a maioria deles saiu para tentar a vida independente como agricultores, principalmente na zona oeste do Estado de São Paulo. Plantaram arroz, café, algodão, verduras, frutas, entre outros.Foi exatamente no pré-guerra que os imigrantes japoneses começaram a ser conhecidos como agricultores. Em 1912, 92,6% dos japoneses dedicavam-se ao cultivo do café. Em 1942, essa porcentagem muda - 24,3% deles cultivavam café, aumentando o cultivo do algodão (39,2%) e das culturas chamadas suburbanas (verduras, legumes, frutas e avicultura), para 19,9%. Logo após o final da Segunda Guerra Mundial, intensifica o movimento de êxodo rural entre os imigrantes - deixam a zona rural para morar e trabalhar na cidade (na Capital ou interior). As famílias tornam-se pequenos comerciantes (lavandeira, mercearias, feiras, cabelereiras, oficinas mecânicas, etc) e concentram-se na educação dos filhos. Outras famílias decidem morar na zona suburbana (dedicando-se às atividades horti-fruti-granjeiros) devido a proximidade de boas escolas para os filhos nas cidades maiores. Em 1952, 34,1% dos imigrantes japoneses estavam voltados para as atividades horti-fruti-granjeiras, enquanto os plantadores de café japoneses tinham baixado para 27,5% e de algodão para 20,5%. Interessante que dados de 1988 indicaram que 80% dos nipo-brasileiros estavam residindo na zona urbana, mas ainda continuam com a fama de agricultores. Calcula-se que cerca de 1.400.000 dos brasileiros sejam descendentes de japoneses, e perto de 80% residem no Estado de São Paulo, sendo cerca de 360 mil deles na cidade de São Paulo.Calcula-se que cerca de 300 mil brasileiros descendentes de japoneses estão trabalhando no Japão. Trata-se do movimento chamado de "dekassegui" (literalmente sair para ganhar dinheiro) iniciado por volta de 1985. Atingiu o ponto alto em 1991 (96,3 mil durante esse ano foram ao Japão) com a mudança da legislação do Japão e a crise econômico-financeira do Brasil.
http://www.nihonsite.com/muse/traj/trajeto.cfm

terça-feira, 3 de junho de 2008

PARABÉNS BÁRBARA!!


Olá! Não poderia deixar passar em branco essa conquista maravilhosa obtida por nossa aluna Bárbara Bonfim.
No último final de semana, ela conquistou, numa competição realizada em Santos, a medalha de ouro na Categoria Mirim -Ginástica Olímpica- representando a equipe de Praia Grande.
Dá para perceber o quanto ela gosta de praticar este esporte, que tantas alegrias têm dado ao povo brasileiro através de nomes conhecidos como Daiane dos Santos, Diego e Danielle Hipólito, entre outros...
Querida Bárbara, quero que saibas que sentimos muito orgulho e, desejamos que você alcance muitas vitórias!
Tomara Deus você possa representar nosso país num futuro não muito distante!
Um beijão meu e de seus colegas!!

APRENDENDO MAIS SOBRE QUADRA

Boas leituras !!!


Quadra


Estrofe de quatro versos. A quadra iniciou o cordel, mas hoje não é mais utilizada pelos cordelistas. Porém as estrofes de quatro versos ainda são muito utilizadas em outros estilos de poesia sertaneja, como a matuta, a caipira, a embolada, entre outros.
A quadra é mais usada com sete sílabas. Obrigatoriamente tem que haver rima em dois versos (linhas). Cada poeta tem seu estilo. Um usa rimar a segunda com a quarta. Exemplo:

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá (2)
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá (4).


Outro prefere rimar todas as linhas, alternando ou saltando. Pode ser a primeira com a terceira e a segunda com a quarta, ou a primeira com a quarta e a segunda com a terceira. Vejamos estes exemplos de Zé da Luz: (ABAB ou ABBA)

E nesta constante lida
Na luta de vida e morte
O sertão é a própria vida
Do sertanejo do Norte






FERNANDO PESSOA "QUADRAS AO GOSTO POPULAR "

"A quadra é o vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma. Da órbita triste do vaso escuro a graça exilada das flores atreve o seu olhar de alegria. "

Cantigas de portugueses
São como barcos no mar -
Vão de uma alma para outra
Com riscos de naufragar.

A terra é sem vida, e nada
Vive mais que o coração
E envolve-te a terra fria
E a minha saudade não!


O moinho de café
Mói grãos e faz deles pó.
O pó que a minh'alma é
Moeu quem me deixa só.


Se eu te pudesse dizer

O que nunca te direi,
Tu terias que entender
Aquilo que nem eu sei.


Teu vestido porque é teu,

Não é de cetim nem chita.
É de sermos tu e eu
E de tu seres bonita.


Vem cá dizer-me que sim.
Ou vem dizer-me que não.
Porque sempre vens assim
P'ra ao pé do meu coração.


Tenho um segredo a dizer-te

Que não te posso dizer.
E com isso já te o disse
Estavas farta de o saber...


Dona Rosa, Dona Rosa,

De que roseira é que vem,
Que não tem senão espinhos
Para quem só lhe quer bem?


Dona Rosa, Dona Rosa,
Quando eras inda botão
Disseram-te alguma cousa
De flor não ter coração?


Trazes uma cruz no peito.

Não sei se é por devoção.
Antes tivesses o jeito
De ter lá um coração.



.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O QUE É BOM PRECISA SER VALORIZADO!

Sou daquelas pessoas que acredita sinceramente que estamos aqui para deixar nossa contribuição ao mundo. Reconheçamos que não está nada fácil viver aqui, parece que as pessoas "piraram" e o mundo está de "cabeça para baixo",não é?
Entretanto, mesmo com essa percepção, não podemos deixar de fazer algo para tornar o mundo um lugar menos hostil de se viver. E é aí que entramos nós, educadores, sujeitos mediadores de nossos alunos e o mundo a qual vivemos. Temos a grata oportunidade de levarmos os alunos a perceberem quanto potencial possuem e, o poder que têm em suas mãos para melhorar este mundo.
Estou publicando este post com o objetivo de homenagear o prof. José Maciel, atual monitor do Laboratório de Informática em nossa escola. Este maravilhoso professor, que neste ano conclui sua graduação em Filosofia, tem com paciência e carinho, nos conduzido para que nos apossemos mais e mais desse maravilhoso instrumento-informática-a fim de que avancemos em conhecimento.
Assim, professor, agradecemos sua valiosa colaboração e, desejamos que sua vida seja sempre repleta de sucesso!
Abraços fraternos de todos nós, que o temos em alta estima!
Profºª Cláudia e alunos das turmas A-B.

domingo, 1 de junho de 2008

NOSSA PEQUENA DECLAMADORA

Olá galerinha esta é Maria Luisa, minha aluninha no ano passado,na classe de 4 anos.
Como ela já sabe declamar o poema abaixo, de Vinicius de Moraes, será uma grande alegria tê-la conosco em nosso Sarau de Poesias.
Seja bem-vinda Maria, ao grupo dos declamadores! Um beijinho especial !


A Porta

Eu sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Mas não há coisa no mundo
Mais viva do que uma porta.

Eu abro devagarinho
Pra passar o menininho
Eu abro bem com cuidado
Pra passar o namorado

Eu abro bem prazenteira
Pra passar a cozinheira
Eu abro de sopetão
Pra passar o capitão.

Só não abro pra essa gente
Que diz (a mim bem me importa...)
Que se uma pessoa é burra
É burra como uma porta.

Eu sou muito inteligente!
Eu fecho a frente da casa
Fecho a frente do quartel
Fecho tudo nesse mundo

Só vivo aberta no céu!